Economia criativa 4.0: Entrevista com Cláudio Nascimento

Papo maravilhoso entre Vinnie de Oliveira e Cláudio Nascimento

Nesta semana, você acompanha um bate papo com Cláudio Nascimento, Diretor de Tecnologia do município de Olinda. Afinal, o mundo está vivenciando pela primeira vez, em tempo real, uma revolução industrial que permeia a economia criativa. Eu te pergunto: Você está preparado para este desafio? De certo, este movimento não tem mais volta, daí surge a expressão: O mundo não gira ao contrário. Este ano, tive a alegria de publicar um trabalho cheio de reflexões, conhecimento e descobertas do período mais perturbador da história da humanidade.

O livro “Economia Criativa 4.0 – O mundo não gira ao contrário” é resultado de um processo intenso de aprendizado e imersão. O mundo mudou seu curso; as pessoas mudaram a forma como se relacionam umas com as outras e como interagem com ambientes em torno. Vivemos agora, em um momento de mudanças radicais, chamado de 4ª Revolução Industrial que muda todos os aspectos de nossas vidas, negócios, da economia e da sociedade.

Com isso, convido você a mergulhar comigo nessa jornada. Vamos conhecer e passar por lugares que estão no livro e que fizeram parte da construção dessa caminhada. Nas páginas do Economia Criativa, e nesse primeiro momento, vamos à Olinda. Afinal, muitos conceitos e exemplos estarão ligados à cidade pernambucana. Mas esse não é um assunto de nicho regional.

Acompanhe:

  • Uma revolução em tempo real
  • Entrevista com Cláudio Nascimento
  • Quem é Cláudio Nascimento
  • Conheça o livro

Antes de mais nada: O que nos trouxe até aqui? Durante a entrevista, vamos perceber a revolução que está se formando em tempo real e como ela começou.

No livro, a palavra chave é disrupção para enxergar como a evolução da inteligência artificial afeta todas as áreas da indústria criativa. A revolução propiciou que telefones fossem atendidos por softwares, por exemplo, e que GPS nos levem a lugares e nos diz o melhor caminho para chegar. Esses são apenas alguns exemplos que nos mostram como nossa vida se tornou dependente de inteligências alheias.

Dividido em 6 capítulos, a reflexão perpassa pelo surgimento da economia criativa, fazendo uma análise sobre consumo, cultura, mídias e tecnologia. Primeiramente, iremos conhecer a bela e encantadora cidade histórica de Olinda. Com um tamanho quase 37 vezes menor que a cidade de São Paulo, ela reúne todo o ciclo da economia criativa. É daqui que vamos partir para se aprofundar em Economia Criativa 4.0 – O mundo não gira ao contrário. Espero que goste!

Entrevista com Cláudio Nascimento

Na semana passada, demos início a esse mergulho conhecendo a cidade de Olinda e entendendo qual é o universo que o livro está inserido. Olinda é um exemplo dentro dessa revolução, mas o assunto vai além do regional. Contudo, durante essa imersão, aproveitamos para conversar com pessoas importantes tanto no processo do livro quanto no processo real do qual estamos vivenciando e nos adaptando. Tive o prazer de conversar com o Diretor de Tecnologia do município de Olinda, Cláudio Nascimento.

Toda semana, você vai acompanhar aqui uma série de vídeos com imagens, insights e entrevistas que podem nos ajudar a compreender o cenário atual que atinge o mundo todo.

Estamos vivenciando rupturas como inovação exponencial, período de extinção em massa, excesso de consumo, nova era econômica, mudanças climáticas e nova realidade. São tempos extraordinários e o livro é uma espécie de guia para se descolar neste universo criativo e em constante mudança.

Confira no vídeo abaixo:

Como está Olinda em relação ao cenário da economia criativa?

Cláudio Nascimento: Primeiramente, obrigado pela oportunidade. Eu digo que Olinda por si só já é uma cidade muito especial e, no tocante da economia, eu nunca vi tanta economia criativa por metro quadrado. Então, na atual gestão a gente vem discutindo com esses autores e se colocando mais próximo deles. Com isso, estamos criando uma lei de inovação do município, pensando em economia criativa, coworking, beneficiando todos os autores que entendemos como ecossistema. Essa nossa lei deve estar sendo aprovada no final de março ou começo de abril.

A abertura que o prefeito de Olinda teve de conversar com os autores foi importante para observar quem estava produzindo essas coisas dentro da cidade. E foi muito engraçado porque quando levamos os auditores para trabalhar indústria criativa, eles viram máquinas de impressora 3D, por exemplo, e ficaram encantados com tudo que era movimentado na cidade, desconhecido do poder público. E seguimos! Agora em abril, devemos fazer um evento de economia criativa para colocar todos esses criativos para pensarem o trabalho que já realizam e movimentar a cena local. Então, Vinnie, tudo que você previu há 3 anos dessas essência que Olinda tinha e tem, conseguiu hoje se aproximar de fato do público.

As pessoas costumam pensar que Olinda é sinônimo de carnaval, mas cidade vive durante 365 dias. Fico feliz que um projeto como a lei esteja sendo pensada e criada.

Cláudio Nascimento: Eu costumo dizer que pensando em economia criativa, Olinda é um cenário ímpar no mundo. É um lugar onde você trabalha, se diverte e você come.. E as pessoas não percebem essa triangulação tão forte que existe na cidade. Você hoje está aqui trabalhando, mas depois você sai e toma uma cerveja no Bar do Peneira ou Bodega do Veio, entre outros. Se sente calor, você pode tomar um banho de bica. Tem muito disso aqui e, lógico, com muita responsabilidade. Então, hoje, eu vejo como os amigos que vem de fora ficam encantados com essa aproximação que se resume aos criativos de Olinda.

E, quando eu falo criativo, não me refiro apenas aos criativos do Centro Histórico mas também aqueles que estão nas periferias e que tem uma cultura muito forte. O que queremos como gestores públicos é essa aproximação. Olinda tem 400 mil habitantes e no carnaval desse ano recebemos 3 milhões e 600 pessoas, então como fazer a logística disso? É receber em 6 dias, dez vezes mais a população.

O que pensamos e fizemos foi cadastrar 800 catadores, que na em sua maior quantidade são periféricos, vislumbrando trazer dignidade para essas pessoas. Até porque não é só ação de catar a lata, é a ação de levar comida para casa, pagar uma conta. Houveram catadores que conseguiram tirar 2 mil reais nesses dias e nós conseguimos recolher toneladas de latas que iria para as ruas. Essa é a ideia, envolver a população olindense para trazer um resultado positivo. Pensamos em uma política pública efetiva e cuidando do meio ambiente. Olinda tem essa magia! Tem seus problemas como qualquer outro lugar, mas estamos buscando ir na direção certa.

Quem está de fora percebe que existe um amor muito grande por essa cidade. Sempre percebi isso, mas o que mais me encanta é que está todo mundo engajado a fazer a cidade crescer através da inovação, desenvolvendo o aspecto humano.

Cláudio Nascimento: Eu tinha um professor chamado Antenor que conversava muito comigo. Ele dizia:” Cláudio, Olinda tem um cartão de crédito sem limites que não sabe usar.” Às vezes, eu ficava sem entender, mas hoje sei que quando você se apaixona por essa cidade, você vê no dia a dia que algo que entra nas suas veias. É como uma cachaça que você não consegue se libertar. (Risos).Você vê muito os pares querendo se ajudar. Eu mesmo toco maracatu e sou gestor, consigo dividir bem esses papéis e escuto bem também as críticas. Com isso, trago pra minha vivência, pensando em minimizar e se aproximar de diferentes realidades. Me vejo como parte. Vejo que esse diferencial que você fala é que Olinda tem esse sentimento de pertencimento.

Eu digo que cada dia a gente descobre Olinda e suas características. São esses autores que fazem a cidade. É essa inquietude que faz o charme de Olinda e que perpetua esse amor, não tenho dúvidas.

Eu sou apaixonado por Olinda desde a primeira vez que eu cheguei aqui. Quando vi a Sé foi amor à primeira vista e tentei passar um pouco disso no livro também. Espero que contribua não só com as transformações que o mundo está passando, mas também fazer com que as pessoas tenham um olhar especial para essa cidade. Para mim, Olinda é um celeiro mundial de economia criativa.

Cláudio Nascimento: Vinnie, você é bem vindo sempre e mais uma vez obrigado pela contribuição que o seu livro fez por essa cidade que é tão importante para mim! É muito bom ter pessoas como você falando com tanto carinho daqui. Obrigado.

Quem é Cláudio Nascimento?

Cláudio Nascimento trabalha há uma década com políticas públicas para desenvolvimento, especialmente através de tecnologias. É Diretor de Tecnologia no Município de Olinda, Conselheiro do Porto Digital em Recife, Representante no Brasil da OASC – Open & Agile Smart Cities, e atua também como Curador, Produtor e Palestrante em eventos de Smart Cities como: Campus Party, Hackacity e REC N Play. Como Gestor Público articula ações e parcerias públicas e privadas em prol do desenvolvimento econômico e social dos espaços urbanos e criativos.

Eu conheci Cláudio Nascimento por acaso em Maceió, no estado de Alagoas, em um evento de tecnologia. Ele era um dos jurados desse evento e durante uma brincadeira a nossa amizade começou. Desde então, ele sempre foi muito próximo a mim e incentivador do meu trabalho e de tudo que eu faço. Um dia, surgiu o convite para pensarmos juntos em como podíamos ajudar Olinda a melhorar o relacionamento com o turista.

Cláudio Nascimento estava iniciando uma nova gestão e durante esse período falei para ele sobre o livro. A equipe que estava com ele nessa gestão abraçou também a ideia. Assim, Claudio teve papel fundamental nesse start de pensar criativamente em Olinda e na construção do livro.

Conheça o livro!

O mundo está vivenciando pela primeira vez, em tempo real, uma revolução industrial que permeia a economia criativa. Eu te pergunto: Você está preparado para este desafio? De certo, este movimento não tem mais volta, daí surge a expressão: O mundo não gira ao contrário. Este ano, tive a alegria de publicar um trabalho cheio de reflexões, conhecimento e descobertas do período mais perturbador da história da humanidade.

O livro “Economia Criativa 4.0 – O mundo não gira ao contrário” é resultado de um processo intenso de aprendizado e imersão. O mundo mudou seu curso; as pessoas mudaram a forma como se relacionam umas com as outras e como interagem com ambientes em torno. Vivemos agora, em um momento de mudanças radicais, chamado de 4ª Revolução Industrial que muda todos os aspectos de nossas vidas, negócios, da economia e da sociedade.

Com isso, convido você a mergulhar comigo nessa jornada. O livro é fruto de uma pesquisa realizada durante dois anos sobre um novo movimento mundial. Para as pessoas antenadas com as revoluções tecnológicas, sociais e econômicas o termo revolução industrial já faz parte das rodas de conversas. O livro já está disponível! Vai ser uma honra compartilhar desse bate papo com você.

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Fique ligado! Toda semana teremos um momento especial aqui no blog e no Youtube voltado para o livro. Assim, nos próximos encontros, vamos acompanhar entrevistas com outros nomes importantes no processo criativo do livro e que são personagens fundamentais na cidade Olinda. E não para por aí! Estamos apenas no primeiro capítulo, a ideia é te levarmos para dentro do livro e que você entenda a partir de que cenário, desenvolvemos um material super atualizado sobre a revolução que estamos vivenciando.

Em suma, como educador e jornalista, trago o que tem de mais novo e bem apurado sobre o assunto. Vamos trocar figurinhas? É muito importante ter sua contribuição! E, claro, em caso de alguma dúvida, entre em contato. Juntos, vamos entender como a revolução 4.0 está influenciando nações e decisões em todo o mundo.

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