Boneca Momo: A (falta de) segurança na internet

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Recentemente, a Boneca Momo voltou e está novamente colocando em perigo a vida de inúmeros jovens no Brasil. Para falar a verdade, essa falta de segurança na internet vem desde 2018, quando os primeiros relatos começaram a aparecer.

Atualmente, já existem casos de criminosos que se aproveitaram dessa escultura japonesa para amedrontar e prejudicar nossas crianças. Em casos mais extremos, podem levar até mesmo a auto-mutilação e suicídio.

De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), o Google e o WhatsApp foram notificados para que removam das suas redes sociais as imagens da Boneca Momo. A denúncia foi feita pelo Núcleo de Combate a Crimes Cibernéticos (Nucciber).

Porém, as investigações parecem não avançar e nenhuma autoridade conseguiu identificar a fonte desse conteúdo.

Nesse episódio da coluna Vida Digital, nós conversamos e discutimos sobre a boneca momo e a segurança na internet. Explicamos também como essa corrente funciona, como as crianças chegam até esse conteúdo e como lidar com essas interações perigosas na rede.

Então, acredito que vale muito a pena assistir esse episódio, principalmente se você tem filhos e quer ficar por dentro de algumas dicas para lidar com essas situações que vem e vão na internet.

Além disso, se você adora ficar por dentro de todas as novidades do mundo digital, saiba que estou todas as terças-feiras na CBN Cotidiano de João Pessoa tratando sobre temas como empreendedorismo, marketing, futurismo, tendências e muito mais.

Conto com a sua presença!

Nesse artigo, iremos tratar sobre:

  • A história por trás da Boneca Momo
  • Então como a boneca Momo sabe tanto sobre suas vítimas?
  • O grande problema da história da Boneca Momo
  • Como monitorar a segurança de nossos filhos na internet? Confira 4 dicas!

A história por trás da Boneca Momo

Com olhos esbugalhados, pele pálida e um sorriso exageradamente grande e sinistro, a Boneca Momo ficou famosa em diversos países por um único motivo: ela representa um perigo real para as nossas crianças que acessam a internet.

Por causa dessa repercussão da boneca, muitos criminosos passaram a utiliza-la com o objetivo de convencer crianças e jovens a aplicarem golpes, principalmente aqueles relacionados a roubos de dados e extorsão.

Para quem acompanhou o desenrolar da história do Jogo da Baleia Azul, uma corrente online de desafios que instigava crianças a se mutilarem e cometerem suicídio, a Momo causa ainda mais espanto.

De acordo com a lenda, a Momo é um espírito maligno que pode entrar em contato com você por meio de uma ligação ou mensagem no WhatsApp, ou até mesmo ser invocado.

O curioso é que, quando alguém é contactado pela Momo, apesar do DDD +81 indicar que é do Japão, ela fala diversos idiomas e sabe até mesmo algumas coisas sobre você, como o seu nome e o país onde você mora.

Sem dúvidas, você deve estar nesse momento se perguntando se a Momo realmente existem. Bem, a resposta é sim, ela existe, mas não é nenhuma entidade sobrenatural.

Na verdade, o rosto da boneca Momo é uma escultura japonesa conhecida como Mulher Pássaro, criada pelo japonês Keisuke Aiso. Para se ter ideia, ela já até fez parte do acervo do Museu Vanilla Gallery, localizado em Tóquio, no Japão.

Em meio a tanta polêmica, o criador da escultura, durante uma entrevista a um jornal britânico, afirmou que destruiu e jogou fora a escultura. “As crianças podem ter certeza de que a Momo está morta – ela não existe mais e a maldição se foi”, disse.

Apesar da arte ser bastante perturbadora, não tem nada de assombração.

Então como a boneca Momo sabe tanto sobre suas vítimas?

Antes de tudo, quero lembrar você que estamos na era da internet, ou seja, podemos sabemos tudo sobre tudo com apenas algumas tecladas e uma rápida pesquisa no Google.

O que acontece na maioria dos casos da Momo é que, após receber aquela chamada assustadora, cheia de ruídos, a vítima começa a entrar em pânico. Se já não bastasse isso, essa criatura sabe o seu nome! Porém, isso não é nada demais.

Na verdade, existem diversos sistemas com bots que conseguem usar da inteligência artificial para saber o que as outras pessoas estão digitando. Em “Inteligência Artificial: O que é e como funciona essa tecnologia“, eu explico detalhadamente sobre o assunto.

Além disso, na maioria dos perfis de WhatsApp, aparece o nome do usuário.

Portanto, a Momo não passa de um bot com o intuito de passar medo nas pessoas. Sendo assim, ela não tem nada de sobrenatural ou espertinha, nem fala diversos idiomas. Tudo não passa de uma invenção de alguém que possui bastante conhecimento sobre computação, mas com um péssimo desejo de prejudicar outras pessoas.

Ainda assim, é importante lembrar que esses bots são perigosos e você precisa tomar cuidado com eles. Isso, pois eles podem roubar dados e informações dos usuários, algo parecido com o que acontece com a inteligência artificial do Facebook.

A partir do número do seu celular, esse computador consegue saber o seu nome, o país onde você mora e até mesmo algumas informações mais específicas, como o seu endereço.

A única diferença é que, ao contrário da rede social, a Momo não pedirá a sua permissão.

O grande problema da história da Boneca Momo

Sem dúvidas, a primeira impressão que temos sobre a Momo é medo e receio. Porém, o problema é quando lidamos com essa história como se fosse uma brincadeira.

Por usar uma máscara macabra e saber informações sobre o usuário, a Momo é aquele tipo de acontecimento que desperta o interesse de muitas pessoas, principalmente da mídia.

Dessa forma, a história passa a ser divulgada em todos os portais, seja através de redes sociais ou até mesmo pela imprensa.

Ao ter contato com esse tipo de informação, muitas pessoas acabam despertado o interessa de interagir com a Momo, principalmente os jovens. Aí que mora o perigo.

Quando tratamos a boneca Momo, algo sério e perigoso, com naturalidade e brincadeira, estamos nos expondo a diversos perigos, principalmente à manipulação.

Mesmo que ela não tenha nada de sobrenatural, diversos grupos criminosos estão utilizando da máquina para aplicar golpes, venda de informações sigilosas do usuário e outros crimes.

De acordo com Moacir Nascimento, promotor que coordena o Nucciber, os principais responsáveis pelos conteúdos que chegam às crianças e adolescentes são os pais.

Em uma entrevista dada ao G1, o promotor deixou uma dura mensagem para os pais e responsáveis:

“O problema é criança e adolescente de 12, 13 anos, com smartphone, usando internet sem nenhuma supervisão de um adulto. A boneca não causa suicídio. O que leva ao suicídio é o distanciamento dos pais e responsáveis”, disse ele.

Portanto, se você exerce o papel de pai ou mãe, fique atento ao que os seus filhos estão consumindo de conteúdo na internet. Existem diversos outros perigos no Youtube, nos blogs e nas redes sociais que, embora não causem um mal físico aos pequenos, pode deixar marcas profundas na mentalidade da criança.

Não estou falando para você criar muros enormes na sua casa ou cortar a internet do seu filho, pois isso atrapalharia mais do que ajudaria. Na verdade, o importante é sempre acompanhar e observar por onde o jovem está andando pelas redes sociais, conversar e conscientizá-lo sobre esses assuntos.

Como monitorar a segurança de nossos filhos na internet? Confira 4 dicas!

Como podemos ensinar para as crianças a maneira correta de utilizar a internet com segurança?

Sem dúvidas, essa é uma pergunta que qualquer pai ou mãe preocupados pensam muito, principalmente quando se trata de crianças pequenas adeptos de tablets e laptops.

Afinal, o que as crianças conhecem da internet é um ambiente mágico onde todas as suas perguntas são respondidas de maneira quase instantânea.

Além disso, ela é um excelente meio de busca para atividades escolares, interações sociais, entretenimento e até mesmo para conteúdos educativos.

No entanto, atividades divertidas como desenhos para colorir no computador, vídeos fofos de gatinhos e até mesmo jogos online podem alvos de atos mídias tóxicas e criminosos, além de vírus, invasão de privacidade e outros problemas relacionados à segurança na internet.

Ainda assim, acredito que mais importante do que bloquear os conteúdos que são perigosos para os nossos filhos é ensiná-los a navegar com segurança e responsabilidade na internet.

1. Converse com o seu filho e o oriente sobre a segurança na internet

Como sempre digo, não adianta nada você afastar uma pessoa de uma situação apenas para protege-la. Na verdade, você só está alimentando a inocência dela, tornando-a mais frágil e suscetível a problemas graves no futuro.

Isso, pois ela não saberá lidar com essa situação sem a sua ajuda.

Portanto, comece agora mesmo a discutir com o seu filho sobre os problemas acerca da segurança na internet, principalmente se ele é um jovem ativo na rede.

Você pode começar até mesmo pelas pequenas atitudes, como ajuda-lo a criar uma senha segura para um jogo on-line (explique por que ele deve usar uma senha forte de diferente).

2. Sempre pense antes de postar

Um dos maiores problemas da internet é justamente a possibilidade de exposição da vida real que todos nós estamos sujeitos, principalmente as crianças.

Portanto, uma das primeiras coisas que devemos ensinar para os mais jovens é justamente sobre como gerenciar as postagens nas redes sociais, afinal, tudo o que postamos pode afetar os nossos relacionamentos futuros.

Isso, pois como a internet nos dá uma falsa sensação de animosidade, é muito provável que iremos nos arrepender mais tarde de inúmeras postagens que já fizemos, ainda mais aquelas crianças que não receberam essa instrução.

Sendo assim, meu conselho é que você ensine ao jovem a pensar muito bem antes de postar alguma coisa, principalmente algo que possa ofender outras pessoas. Mesmo que seja online, as ações geram consequências.

3. Sempre monitore as visitas da criança

Embora seja bastante trabalhoso, é importantíssimo que você tenha controle sobre os locais da internet que o seu filho anda acessando. Não estou falando para bloquear sites ou redes sociais, afinal, ele irá entrar de qualquer forma, seja escondido ou não.

Na verdade, minha dica é que você participe das interações dele durante o uso da internet. Portanto, se ele assiste um canal no Youtube, pesquise um pouco sobre o produtor de conteúdo, assista alguns vídeos com a criança e converse com ela (naturalmente) sobre o que ela está assistindo. Em poucas palavras, entre no mundo dela.

Além disso, você pode acessar o histórico do computador para ficar por dentro de quais plataformas ela anda acessando.

Existem alguns aplicativos de bloqueio e controle de conteúdo. Quem possui aparelhos que utilizam Android também existe o próprio controlador do Google mas, infelizmente, não são tão eficientes ainda. A recomendação é, de verdade, estar próximo dos seus filhos – e aproveite para assistir com eles. Vão adorar!

4. Aproveite os recursos de privacidade

Mesmo que você siga todas as dicas que existem na internet para manter a segurança do seu filho na internet, é preciso ter em mente que nada conseguirá protege-lo completamente. Afinal, estamos falando de internet, um mundo onde qualquer um pode alcançar e contactar qualquer um.

Porém, a maioria dos aplicativos e redes socias possuem recursos que garantem a segurança do usuário, entre eles notificações de login e compartilhamento e senhas personalizadas.

Além disso, é interessante que as crianças sempre utilizem apelidos on-line em jogos e outras plataformas onde elas tenham contato com estranhos. Nesse caso, também é interessante que ela não divulgue nenhuma informação pessoal, como e-mail, número de celular ou data de aniversário.

Por fim, também quero atentar você às fotos da criança. No Facebook, por exemplo, é possível bloquear as fotos do perfil para pessoas que não são amigas, oferecendo assim mais segurança para o usuário.

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